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Por Equipe BBel Publicado em 04/04/2012
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Antes conhecida como uma fase divertida e descompromissada, a infância tem se tornado uma etapa repleta de obrigações e atividades. A agenda de diversas crianças é mais cheia do que a de muitos adultos. Aula de segunda a sexta-feira, cursos de línguas, lições de casa, esportes e outros compromissos tomam a maior parte do tempo dos pequenos.
Desde muito novas, os pais e as escolas cobram as crianças para que tenham um desempenho escolar impecável e já se preparem para o futuro. Mas os adultos não percebem que tanta pressão pode prejudicar os pequenos e causar sérios problemas de aprendizado e desenvolvimento. Segundo Aloysio Costa, coordenador pedagógico do Ensino Médio do Colégio Augusto Laranja, a cobrança é importante, mas na medida certa. "Toda pressão pode ser prejudicial. Por isso, equilíbrio é a palavra da vez", avisa o educador.
"Hoje, os concursos e vestibulares permitem que uma mesma vaga seja concorrida por estudantes de todo o país. Acredito que este fato, para muitos pais e escolas, gere certo temor de que seus pupilos falhem. Portanto, os adultos passam a cobrar excessivamente para que os pequenos sejam os melhores alunos. A criança, apesar de ter grande resiliência, tem um limite para a pressão psicológica e assim pode gerar o efeito contrário. Em vez de estudar e se esforçar cada vez mais, acaba desinteressada e triste com tanta pressão", alerta Frederico Cesarino, professor e mestre em Sociologia da Educação.
Tantas cobranças causam mais problemas. "Essa pressão, além de provocar em muitas crianças manifestações físicas (como vômitos, dor de estômago e dor de cabeça) e psíquicas (ansiedade, medos, agressividade e baixa autoestima), revela um grave problema da sociedade atual: valorizar resultados e não o processo, o ter em lugar do ser. Na verdade, algumas escolas e pais acabam por exigir das crianças a nota alta ao invés de estarem preocupados com o processo de aquisição de um conhecimento que realmente crie condições de uma maior compreensão do meio, de sua realidade, de sua cultura", explica Mara Chiari, psicóloga, doutoranda em Educação e diretora do Clubinho Carambola.
Na próxima página, conheça outros problemas que a pressão dos pais e da escola pode causar nas crianças.
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2 comentário(s) para este artigo
Gostaria de obter o contato do Prof. Frederico Cesarino. 'E poss'ivel?
Sempre fui muito cobrada por meus pais, principalmente por ter um QI acima da média, e por nem sempre conseguir alcançar as expectativas deles acabei desenvolvendo depressão, transtorno do pânico e baixíssma auto-estiima. Gostaria muito que muitos pais lessem este tipo de matéria para que não existam tantos adultos com problemas como eu.
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